domingo, 8 de outubro de 2017

Parabéns, Velho Chico!

O rio São Francisco comemora hoje 516 anos! “Descoberto” em 1501, na expedição do navegador Américo Vespúcio, no dia em que se comemora o dia do santo, o rio recebeu o nome de São Francisco. Carinhosamente apelidado de Velho Chico, o rio São Francisco, protagonista na vida de muitos brasileiros, resiste, imenso, generoso e potente, a toda destruição a que está exposto.
Enfrentando a maior crise hídrica de sua história, a situação do rio clama por uma reflexão. O que estamos fazendo com o Velho Chico? E o que podemos fazer por ele? Diante de uma escassez hídrica sem precedentes, é cada vez mais urgente pensar soluções para a sobrevivência do São Francisco.
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) em seus 16 anos de existência realiza inúmeras ações visando a revitalização e preservação do Velho Chico. Para isso, executa projetos de recuperação hidroambiental através da proteção de nascentes, recarga de aquíferos, recomposição de vegetação, sobretudo ciliar, combate a processos de erosão e uma série de outras intervenções que fazem parte dos esforços para a revitalização do São Francisco e de seus afluentes.
Um dos mais importantes cursos d’água da América do Sul e do Brasil, o Velho Chico banha seis estados e 505 municípios. A população na região da bacia hidrográfica representa cerca de 10% do quantitativo nacional.

sábado, 7 de outubro de 2017

Agricultores seguem com canais clandestinos no rio São Francisco mesmo após multa e esperam acordo

Canais foram feitos em Casa Nova, na região norte da BA, para irrigação de plantações. Ibama disse, no entanto, que obras poderiam causar prejuízos ao meio ambiente.


Agricultores do município de Casa Nova, no norte da Bahia, que foram multados pelo Ibama após abrirem canais no Rio São Francisco sem licença ambiental para irrigar plantações permanecem utilizando os canais clandestinos e esperam um acordo para que não possam ter que pagar o valor definido pelo órgão.
As multas foram aplicadas em agosto a 20 agricultores -- cada um deles multados em R$ 50 mil -- após os canais serem abertos pela associação de produtores rurais da região. O Ibama disse, à época, que os canais abertos poderiam causar o assoreamento do leito, poluição e contaminação da água, e ainda provocar desperdício. O órgão, no entanto, não interditou os canais.
Os trabalhadores dizem que não tem intenção de prejudicar o meio ambiente, mas apenas de salvar as plantações diante da seca que atinge a região. "Eu não tenho condições de pagar essa multa. Estou com 53 anos de idade e nunca vi esse dinheiro na minha mão", disse uma mulher que trabalha na região.
A Agência Municipal do Meio Ambiente de Casa Nova informou que entrou com uma defesa administrativa para tentar converter a multa aplicada aos agricultores em algum tipo de prestação de serviço para compensação ambiental. O superintendente Isael Amaral afirma que aguarda uma audiência com o Ministério do Meio ambiente. "Esperamos essa audiência em Brasília para que, juntamente com o representante do município, o prefeito faça essa homologação do acordo", destacou.
Depois da ação do Ibama, os agricultores começaram a ser orientados pelos fiscais da agencia municipal do meio ambiente. "A gente vai precisar regulamentar esses canais. Os agricultores vão precisar levar até a Agência Municipal do Meio ambiente um projeto que informe o que vai acontecer com o meio ambiente", destacou o fiscal ambiental José Pedro de Oliveira.
Edmilson Torres é outro agricultor que foi multado e que diz não ter condições de realizar o pagamento. "A gente não tem intenção de dar prejuízo ao meio ambiente. Pelo contrário, a gente quer é preservar", destaca.

Fonte: https://g1.globo.com/bahia/noticia/agricultores-seguem-com-canais-clandestinos-no-rio-sao-francisco-mesmo-apos-multa-e-esperam-acordo.ghtml

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Reportagem mostra agonia do Velho Chico

A rede Record de Televisão exibiu neste domingo (1º de outubro) uma longa matéria, na qual retrata as dificuldades enfrentadas pelo rio São Francisco especialmente na sua foz. Durante mais de 15 minutos, pescadores, prefeitos da região, lideranças comunitárias e diversos ribeirinhos que viram o auge do chamado rio da integração nacional, relataram a dor que sentem ao constatar a intrusão salina na região na qual há o encontro do Velho Chico com o mar.
O repórter Michael Keller conseguiu captar barcos que chegam vazios após longos períodos de pesca. Conversou com moradores do município de Piaçabuçu, em Alagoas, e provou da água salgada, encontrada atualmente na foz. O São Francisco, nos seus mais de 2.800 quilômetros de extensão é um dos mais importantes do país.
O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda, apresentou o que vem sendo feito pelo órgão colegiado em defesa do Velho Chico. Ele também apontou as possíveis soluções para minimizar os efeitos da alta salinidade registrada na região.
A matéria completa está disponível no link http://r7.com/e3LH

Chuvas começam em pequenas quantidades na bacia do São Francisco

O período úmido na bacia do rio São Francisco começa a ser monitorado a partir de agora, mas os registros ainda são incipientes, conforme dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). As informações foram transmitidas na manhã desta segunda-feira (2 de outubro), durante reunião promovida pela Agência Nacional de Águas (ANA) para avaliar as condições hidrológicas na bacia do chamado rio da integração nacional.
De acordo com a avaliação hidrológica, a precipitação prevista para esta primeira semana de outubro ainda é de poucas chuvas na região do Alto São Francisco, considerada como sendo a região “produtora” de água para a bacia.
Diante do cenário, as previsões ainda permanecem de maneira restritiva. Com isso, a vazão praticada em Sobradinho, na Bahia, continua sendo de 580 metros cúbicos por segundo (m³/s) e de 550 m³/s em Xingó, entre Alagoas e Sergipe. A partir da segunda-feira da próxima semana, esse patamar será reduzido em Sobradinho para o mesmo nível de vazão em Xingó, ou seja, 550 m³/s.
Durante a reunião, a equipe técnica da Secretaria de Meio Ambiente de Sergipe e da companhia de abastecimento do Estado (Deso) confirmaram que até o final do mês o conjunto de bombas flutuantes começa a operar na captação para atendimento da população sergipana. A empresa de abastecimento comunicou, durante reuniões anteriores, a dificuldade em captar água para atender a população, devido à intrusão salina provocada pela baixa vazão do rio.
Diante da narrativa, o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda, havia anunciado a disposição em contribuir com a Deso para a aquisição do conjunto de bombas. O esforço não foi necessário, pois a companhia conseguiu o empréstimo do equipamento junto ao governo do estado de São Paulo.
Durante a reunião, o diretor técnico da Peixe Vivo, agência de bacia do Comitê, Alberto Simon, anunciou a realização do próximo Encontro de Afluentes do São Francisco, marcado para quinta e sexta-feira próximos, em Salvador (BA). A reunião da ANA é realizada todas as segundas-feiras e transmitida por videoconferência para todos os estados inseridos na bacia do Velho Chico. A iniciativa atende a uma demanda apresentada pelo CBHSF e implementada pela agência federal.

domingo, 10 de setembro de 2017

Bacia do São Francisco continua com níveis críticos

O nível de criticidade hídrica na bacia hidrográfica do rio São Francisco permanece, pelo menos até o final de setembro. A informação foi transmitida na manhã desta segunda-feira (4 de setembro), durante reunião semanal promovida pela Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília (DF) e transmitida por videoconferência para os estados inseridos na bacia do chamado rio da integração nacional.
De acordo com apresentação feita pela equipe técnica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a previsão para os próximos sete dias é de pequena quantidade de chuva apenas na região do Baixo São Francisco. De acordo com a apresentação, a bacia hidrográfica do Velho Chico continua com o pior período hídrico da sua história, devido à forte estiagem registrada desde 2013.
Diante desse cenário, a equipe do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou, como premissas para o quadro atual, a aplicação da defluência em 285 metros cúbicos por segundo (m³/s) em Três Marias (MG), durante o mês de setembro, além da elevação em Sobradinho (BA) para 670 m³/s, a fim de garantir o armazenamento em torno de 15% do volume útil em Itaparica, localizada entre Bahia e Pernambuco e a vazão de 580m³/s em Xingó, entre Alagoas e Sergipe.
Ainda durante a reunião, o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda, confirmou a determinação do colegiado em apoiar ações que promovam a oferta de água de qualidade para a bacia. Miranda participou do encontro por videoconferência, no escritório do colegiado, em Maceió (AL). Ele citou, como exemplo de suas afirmações, que o Comitê disponibilizou parte dos recursos necessários para a companhia de abastecimento de Sergipe (Deso) adquirir um conjunto de bombas flutuantes a fim de garantir o atendimento ao abastecimento humano. A empresa, porém, anunciou que a empresa de saneamento de São Paulo (Sabesp) se comprometeu em ceder o equipamento.
A próxima videoconferência da ANA deverá ser realizada na segunda-feira da próxima semana, a partir das 10h, igualmente transmitida para os estados da bacia.