domingo, 5 de abril de 2020

Reservatórios do São Francisco estão cheios, informa ANA

A partir desta quarta-feira (1º), a usina hidrelétrica de Sobradinho, interior da Bahia, começa operar sem limite máximo para liberação de água. Segundo divulgado pela Agência Nacional de Água (ANA), é a primeira vez que isso ocorre num mês de abril desde 2013, “quando começaram as medidas para recuperação do seu volume em virtude da seca” no Nordeste.
Conforme a ANA, é a primeira vez desde 1º de maio de 2019 que o reservatório da usina, o maior formado com as águas do Rio São Francisco, entra na faixa de operação normal, ou seja, tem um volume satisfatório de água. 
A disponibilidade da água é resultado das chuvas dos últimos meses e a operação dos reservatórios do rio São Francisco que “permitiram a recuperação do armazenamento de Sobradinho, superando o volume útil de 60%”, descreve nota da Agência. Com isso a região do chamado Baixo São Francisco, entre Alagoas e Sergipe, poderá receber mais água.
Próximo às nascentes do Rio São Francisco, o reservatório de Três Marias, no interior de Minas Gerais, também teve “recuperação expressiva de seu armazenamento” e atingiu em 29 de março quase 100% do volume útil. “Por isso, a hidrelétrica precisou abrir os vertedouros”, assinalou nota da agência reguladora.

Volume do lago de Sobradinho vai passar de 80% nos próximos dias

@welton__vinicius



O volume útil do lago da Barragem de Sobradinho (Usina Hidroelétrica de Sobradinho) passou de 73% nesta terça-feira (22), segundo dados do Sistema de Acompanhamento de Reservatórios (Sar) da Agência Nacional de Águas (ANA).
Este é o maior volume registrado desde 2012, quando o lago chegou a 88% de sua capacidade. A volta do lago cheio acontece no intervalo de tempo mais crítico de Sobradinho e do Rio São Francisco nas últimas décadas.
Segundo estimativa da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), o volume útil do lago deve passar dos 80% na primeira quinzena do mês de abril.
A quantidade de água armazenada quase triplicou em relação ao registrado no início de dezembro, quando o volume estava próximo a 25%. No dia 3 de março, o reservatório atingiu 50% de seu volume útil. Nos últimos dez dias, o volume aumentou quase 1% em média por dia.
Segundo a Chesf, devido ao Reservatório de Sobradinho já ter ultrapassado 60% do seu volume útil, a vazão defluente de Xingó será elevada para 1.100 metros cúbicos por segundo a partir desta quarta-feira (1º). A Chesf justifica a medida em cumprimento à Resolução ANA 2081/2017.
A Companhia ressalta, ainda, que a situação atual é de normalidade e que não há previsão de abertura de comportas dos vertedouros das usinas de Sobradinho, Itaparica e Xingó.
A cheia de Sobradinho é garantia de fartura nos municípios das margens do lago e a jusante da barragem, importante para o atendimento aos usos múltiplos da região no próximo período seco.
O rio São Francisco teve duas grandes cheias em 2020. A primeira ocorreu entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, devido aos acumulados de chuva históricos registrados em toda a região central de Minas Gerais.
Já a segunda cheia, cerca de um mês depois da primeira, ocorreu principalmente pelo vertimento das águas do reservatório da Usina Hidroelétrica de Três Marias, em Minas Gerais. Após chuvas intensas nas cabeceiras do São Francisco e seus afluentes, foi necessário abrir as comportas no dia 28 de fevereiro. Na semana passada, as comportas começaram a ser fechadas, ficando o vertimento a uma vazão restrita a 5% do pico registrado em 5 de março.
Na semana passada, a Barragem de Três Marias, em Minas Gerais, superou os 99% de seu volume. Já Itaparica, a jusante de Sobradinho, está com 37% de seu volume útil.

Barragem de Sobradinho


A Usina Hidrelétrica de Sobradinho está localizada nos municípios de Sobradinho e Casa Nova, estado da Bahia, a 40 quilômetros das cidades de Juazeiro (Bahia) e Petrolina (Pernambuco) e distante, aproximadamente 470 quilômetros do complexo hidroenergético de Paulo Afonso.
A usina tem uma potência instalada de 1,05 milhão de quiloWatts (ou 1 050 megawatts) e conta com 6 máquinas geradoras. A Usina está posicionada no rio São Francisco a 748 km de sua foz, possuindo, além da função de geração de energia elétrica, a de principal fonte de regularização dos recursos hídricos da região.
O aproveitamento Hidrelétrico do lago da Barragem de Sobradinho está instalado no grande Rio São Francisco, principal rio da região nordestina, com área de drenagem de 498.968 km², bacia hidrográfica da ordem de 630.000 km², com extensão de 3.200 km, desde sua nascente na Serra da Canastra em Minas Gerais, até sua foz em Piaçabuçu (Alagoas) e Brejo Grande (Sergipe).
O lago de Sobradinho é um dos maiores lagos artificiais do mundo, com 4 214 quilômetros quadrados de área e 32,2 quilômetros cúbicos de água. Em torno do lago, estão os municípios de Casa Nova, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé e Sobradinho, cujas antigas áreas urbanas foram inundadas, em 1974, durante a formação da represa. O impacto ambiental que se produziu, à época, é lembrado nos versos de uma canção bem conhecida no Brasil, compostos por um poeta da região: Guttemberg Guarabyra, do grupo Sá, Rodrix e Guarabyra.
Doze mil famílias, ou cerca de 70 mil pessoas, foram então transferidas para novos assentamentos, que receberam os mesmos nomes das cidades submersas, cujas ruínas, durante os períodos de seca e redução do nível da água represada no lago, costumam reaparecer.
O lago de Sobradinho tem 400 quilômetros de extensão e 4 214 quilômetros quadrados de espelho de água. Em alguns trechos, sua largura chega a 25 quilômetros e sua capacidade de armazenamento é de 34 bilhões de metros cúbicos de água, em sua cota nominal de 392,50 metros.
Incorpora-se a esse aproveitamento uma eclusa de propriedade da Codeba – Companhia das Docas do Estado da Bahia, cuja câmara tem 120 m de comprimento por 17 de largura, permitindo às embarcações vencerem o desnível de 32,5 metros criados pela barragem, garantido assim a continuidade da tradicional navegação entre o trecho do Rio São Francisco compreendido entre as cidades de Pirapora/MG e Juazeiro/BA – Petrolina/PE. A navegação no entanto esteve comprometida pela seca e pelo assoreamento da rio.
Através de uma depleção de até doze metros, o lago de Sobradinho garante, juntamente com o reservatório de Três Marias, da Cemig, uma vazão regularizada de 2.060 metros cúbicos por segundo nos períodos de estiagem, permitindo a operação de todas as usinas da CHESF situadas ao longo do rio São Francisco. O reservatório foi concebido para suportar até dois anos de estiagem, antes de chegar a 10% de seu volume útil.

Maior Seca
Os anos de 2014 a 2018 foram marcados pelas piores secas da bacia hidrográfica do rio São Francisco. Em Sobradinho, o cenário mais desolador foi registro em dezembro de 2015, quando o volume útil do lago chegou a apenas 1,03%.
Já a última vez que Sobradinho atingiu sua capacidade máxima e precisou abrir comportas foi em abril de 2009, desde então, nunca mais o procedimento precisou ser adotado.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Hidroelétrica de Três Marias fecha comportas após 16 dias de vertimento no rio São Francisco

Divulgação / Cemig


A Usina Hidroelétrica de Três Marias fechou as comportas após 16 dias de vertimento. Neste momento, o volume útil do reservatório é de aproximadamente 97%.
As comportas começaram a ser abertas no dia 28 de fevereiro, com ampliação no dia 5 de março. A vazão no pico chegou a mais de 2.000 m³/s, permanecendo neste índice até o dia 8, quando as comportas começaram a ser fechadas novamente.
O precedimento de abertura de comportas da hidroelétrica não era adotado desde a cheia ocorrida no ano de 2012.
O aumento da vazão em Três Marias provocou cheia no Velho Chico. O nível do rio subiu bastante nas cidades à jusante da barragem neste período. Na cidade de Malhada, na Bahia, o nível máximo foi registrado neste sábado (14), chegando a 7,06 metros. Neste domingo (15) o rio baixou dois centímetros, iniciando a trajetória de queda.
Antes do início do período chuvoso, o lago registrou em novembro, armazenamento mínimo de 51,06%. Toda a cheia ocorrida no final de janeiro foi armazenada no lago da usina. Enquanto a vazão afluente chegou a mais de 5.000 m³/s, a defluência chegou a ficar abaixo dos 300 m³/s naquele período.
Se fosse necessário iniciar o vertimento neste período, o rio teria subido bem mais e provavelmente invadiria algumas cidades ribeirinhas, pois as chuvas históricas registradas na região central de Minas Gerais elevaram em muito a vazão do rio das Velhas, um dos principais afluentes do São Francisco.
Neste domingo, segundo dados do aplicativo “Aproxima”, da Cemig, responsável pela hidroelétrica, toda a água que saiu do lago passou pelas turbinas geradoras de energia, que trabalham próximo da capacidade máxima de geração, cuja a defluência é de cerca de 617 m³/s.
Toda a água vertida de Três Marias e das chuvas registradas no Norte de Minas e Bahia nos últimos dias está chegando ao reservatório de Sobradinho. Neste sábado, o volume último do lago estava em 57,72%, maior desde o ano de 2012. O pico da cheia na entrada do reservatório deve ocorrer no meio da semana.
A meteorologia aponta que deve chover em toda a bacia do São Francisco até o início do mês de abril. No entanto, as previsões são de chuvas menos expressivas do que as registradas no início do mês.

Fonte: https://agenciasertao.com/2020/03/15/hidroeletrica-de-tres-marias-fecha-comportas-apos-16-dias-de-vertimento-no-rio-sao-francisco/

Após seca mais severa da história, rio São Francisco tem maior cheia em oito anos

Divulgação / Codevasf

A cheia deste mês de março de 2020 alenta um período dramático do Velho Chico. Nesta década que termina, o Rio da Integração Nacional registrou suas piores secas, com consequências drásticas para a fauna, flora e populações ribeirinhas.
Neste período de poucas chuvas, os peixes desapareceram e a navegação ficou totalmente inviabilizada pela formação dos extensos bancos de areia no leito do rio. A geração de energia elétrica nas hidroelétricas também precisou ser diminuída nos meses mais secos destes anos.
Mesmo degradado e assoreado, o rio São Francisco voltou a mostrar imponência após esse período em que pareceu estar morto. Com a cheia, as lagoas e alagadiços das margens voltaram a receber as águas depois de oito anos praticamente secos, renovando a esperança de fartura de peixes e da colheita nas várzeas cultiváveis.

Nivel do rio São Francisco em Malhada chegou a 6,96 metros nesta quinta-feira (12) – Foto: José Castor

Nesta quinta-feira (12), o nível do rio na cidade de Malhada, na Bahia, chegou a 6,97 metros, apenas 10 centímetros a menos do que o registrado na cheia de 2012, última vez que o São Francisco abasteceu as lagoas do município. Em Janeiro deste ano, após as chuvas intensas na região central de Minas Gerais, o nível do rio chegou a 6,02 metros na cidade.
Segundo José Castor, secretário de Agricultura e Meio de Malhada, o aumento do nível legou água para as áreas alagadas às margens do rio e deve chegar nas lagoas do município nos próximos dias.
Desta vez, a cheia foi causada principalmente pela abertura das comportas da Usina Hidroelétrica de Três Marias, após chuvas intensas nas cabeceiras do rio, e também pelas chuvas expressivas que caíram sobre o Norte de Minas.
A previsão é de que o nível suba mais alguns centímetros e se mantenha nesse patamar nos próximos quatro ou cinco dias no município. Após este período, as águas começarão a baixar novamente.
A conclusão é baseada nos dados telemétricos disponibilizados pelo Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH), por meio da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN).
Os dados apontam que o nível do rio começou a cair no início da semana nas cidades do Norte de Minas. Em São Romão, o pico de cheia ocorreu na segunda-feira (9) e o volume de água começou a diminuir na quarta-feira (11). O nível máximo chegou a 8,41 metros na cidade.
Na Usina Hidroelétrica de Três Marias a vazão já diminuiu pela metade nos últimos sete dias. O vertimento iniciado em 28 de fevereiro foi ampliado em 5 de março, chegando a mais de 2 mil metros cúbicos por segundo. Desde o fim de semana, a Cemig, operadora da usina, começou a diminuir a vazão e deve fechar as comportas até esta sexta-feira (13).
O nível do reservatório de Três Marias estabilizou e permanece com quase 96% do volume útil ocupado.
O outro reservatório do rio, da Hidroelétrica de Sobradinho, atingiu 56,06% de sua capacidade, com tendência de crescimento nos próximos dias devido à chegada das águas de Três Marias e das chuvas sobre a bacia.
O reservatório da Hidroelétrica Luiz Gonzaga (Itaparica), também na Bahia, está em 38,72% de seu volume.

Piores secas do rio São Francisco

Segundos dados históricos da Agência Nacional de Águas (ANA), as piores historicamente registradas ocorreram de 2014 a 2018.
Na estão fluviométrica instalada em Carinhanha (BA), logo após a divisa com Minas Gerais, os dados são coletados pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) desde 1927.
Das dez piores secas registradas, cinco ocorreram nos últimos 10 anos, entre 2014 e 2018. Outros três anos de grande seca foram registrados na década de 50 (1954, 1955, 1959), uma na década de 30 (1932) e outra na década de 70 (1971).

Menores vazões registrados no rio São Francisco em Carinhanha – Dados: CPRM/ANA

Nesses mais de 90 anos de registros, o dia 24 de outubro de 2014 foi o dia em que passou menos água pelo rio. A vazão mínima registrada foi de apenas 233,451 m³/s. Neste mesmo dia, o nível do rio entre Malhada e Carinhanha foi de apenas 0,47 metros.
Foi nesta época que a principal nascente do rio, localiza na Serra da Canastra, em Minas Gerais, secou completamente.
O lago da Usina de Três Marias chegou a possuir apenas 2,58% do seu volume nessa época. Já em Sobradinho, na Bahia, chegou ao seu pior nível no final de 2015, apenas 1,03% de volume útil.
A seca se estendeu pelos anos de 2015 e 2016, com novos picos de baixa principalmente no ano de 2017. Neste período, a navegação que ainda existia no rio foi praticamente toda suspensa. Algumas cidades ribeirinhas chegaram a fica isoladas devido á dificuldade enfrentada pelas balsas para fazer a travessia.
A lagoa de Itaparica, em Xique-Xique (BA), maior lagoa das margens do rio, secou completamente em 2017, causando a mortalidade de milhares de peixes.
Somente em 2019, o nível do rio começou a se recuperar, até atingir cheia novamente em 2020.

Maiores Cheias do Rio São Francisco

Enchente do rio São Francisco em 1979 – Xique Xique (BA) – Blog Xique Xique

A cheia de 1979 é a maior já registrada desde 1501, quando o navio de Américo Vespúcio chegava à foz do rio pela primeira vez. Esse ano foi marcado por grandes enchentes e inundações em vários municípios da bacia.
Naquele histórico mês de janeiro, o nível do rio em Carinhanha chegou a surpreendentes 9,83 metros, quase três metros a mais do que o registrado nesta quinta-feira.
Outra grande cheia no Velho Chico foi registrada em 1992, outro ano de grandes enchentes na Bahia e em áreas do Sudeste do brasileiro. Na ocasião o rio subiu 9,41 metros na mesma estação fluviométrica.
Outras grandes cheias ocorreram em 1943, 1946, 1949, e 1983. Nos últimos 20 anos, as maiores cheias ocorreram em 2006, 2007, 2012, e agora em 2020.


sexta-feira, 6 de março de 2020

Aumento do volume do rio São Francisco deixa municípios do Norte de Minas em alerta

Abertura parcial das comportas da Usina Hidrelétrica de Três Marias causa apreensão nas cidades banhadas pelo Velho Chico


A elevação do volume do Rio São Francisco por conta da abertura parcial das comportas da Usina Hidrelétrica de Três Marias (situada no município homônimo, na região Central do estado),  feita pela Cemig desde a última sexta-feira (28), causa apreensão nas cidades banhadas pelo Velho Chico, onde os moradores ribeirinhos estão sendo orientados sobre os cuidados que devem ser adotados para se evitar riscos e prejuízos com a cheia no rio. 
Alertas nesse sentido foram emitidos em Januária e Buritizeiro, no Norte de Minas. A Defesa Civil Municipal de Januária divulgou comunicado, advertindo que, em virtude da ampliação da vazão liberada em Três Marias, o trecho do Rio São Francisco no município “deverá sofrer um aumento considerável em seu volume de água”. De acordo com o órgão municipal, na manhã desta quinta-feira, o  Velho Chico subiu 7,54 metros acima do seu nível normal na cidade, que fica distante 360 quilômetros da Hidrelétrica de Três Marias. 
“Todos os  moradores nas ilhas e margens do rio devem manter vigilância e tomar todas as precauções necessárias para evitar riscos à vida ou prejuízos materiais”, diz o comunicado. “Também chamamos e atenção para a adoção das providências necessárias, que vão desde o monitoramento do nível das águas, até o abandono da área de risco, a fim de garantir a segurança das comunidades”, observa a Defesa Civil do Município.
O comunicado lembra ainda que, a partir de um esforço conjunto, os órgãos de defesa social, envolvendo Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Marinha do Brasil e Defesa Civil de Januária, São Francisco e Pedra de Maria da Cruz, dentre outros, “estão reforçando o alerta e orientando as pessoas que vivem próximo aos cursos d’água sobre os riscos’. 
O coordenador municipal de Defesa Civil de Januária, Manoel Santana,  disse que, apesar do nível do Rio São Francisco ter aumentado mais de 7,50 metros, até a manhã desta quinta-feira, não houve danos no município. Por outro lado, ele salienta que o volume do rio continua em elevação e deve passar de 8 metros acima do nível normal nesta sexta-feira.
Santana informou que na manhã desta sexta-feira, uma equipe da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Meio Ambiente vai percorrer o Rio São Francisco de barco e verificar as condições dos moradores das ilhas e das áreas próximas ao barranco. O objetivo é avaliar possíveis danos e orientar a remoção das famílias para locais mais altos, se necessário. 

Volume de Três Marias chega a 94,4% da capacidade

Nesta quinta-feira, de acordo com o monitoramento da Cemig, o volume útil do reservatório da Usina Hidrelétrica atingiu 94,4% da capacidade.  A companhia justificou que a abertura parcial das comportas da usina foi necessária para evitar que se atinja o limite de armazenamento,  quando seria obrigatório o repasse de toda a água recebida pelo reservatório, causando transtornos e inundações para as comunidades ribeirinhas.