domingo, 18 de junho de 2017

Grupo de aviadores vai sobrevoar o Rio São Francisco

A expedição conta com 30 aeronaves e vai mostrar as boas práticas ao longo do rio


Entre os dias 15 e 23 de junho, um grupo de aviadores vai sobrevoar o rio São Francisco, de sua foz até a nascente. A proposta é registrar as boas práticas na bacia. De acordo com o organizador, Kleber Rangel, “o objetivo da expedição é mostrar para os participantes e para o público que, apesar dos problemas que estão acontecendo em nosso planeta, há ações positivas que devem ser seguidas e copiadas”, afirma.
As 30 aeronaves que compõem a expedição vão percorrer os 2700 km do Velho Chico, saindo do município de Piranhas, em Alagoas, no dia 15 de junho e aterrizando em Três Marias, Minas Gerais, destino final, no dia 23 de junho. A equipe prevê paradas ainda em Juazeiro (BA), Barra do Rio Grande (BA), Santa Maria da Vitória (BA), Bom Jesus da Lapa (BA), Januária (MG) e Pirapora (MG).
Os participantes são todos voluntários, empresários ou autônomos, e vem de várias partes do país. Esta é a segunda expedição realizada por Kleber Rangel. A primeira aconteceu em 2003, quando 18 aeronaves fizeram o percurso contrário, saindo da nascente, na Serra da Canastra, e terminando o trajeto em Sergipe, na foz.
A II Expedição São Francisco, representa para os pilotos, muito mais que um passeio, mas o entendimento do Rio de maior integração nacional.
Basicamente, são pilotos, empreendedores e profissionais liberais,  que vêm de todas as partes do país em suas aeronaves para sobrevoar as águas do rio e conhecer além das belezas naturais do Rio, tudo aquilo que está sendo feito politicamente, economicamente e ecologicamente de positivo para a população Ribeirinha. Conhecendo os seus costumes e a sua cultura ao longo da expedição.

O rio São Francisco é um dos mais importantes cursos d'água do Brasil e da América do Sul. O rio passa por cinco estados e 521 municípios, sendo sua nascente geográfica no município de Medeiros e sua nascente histórica na serra da Canastra, no município de São Roque de Minas, centro-oeste de Minas Gerais. Seu percurso atravessa o estado da Bahia, fazendo sua divisa ao norte com Pernambuco, bem como constituindo a divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas e, por fim, deságua no oceano Atlântico, drenando uma área de aproximadamente 641 000 km². Seu comprimento medido a partir da nascente histórica é de 2 814 km, mas chega a 2 863 km quando medido ao longo do trecho geográfico.



quinta-feira, 8 de junho de 2017

Retirada de baronesas das margens do Rio São Francisco em Petrolina traz aumento na oxigenação da água

De acordo com a Amma, após a retirada das baronesas, de 1.3 miligramas por litro de oxigênio foi encontrado 8.1.


Desde o mês de abril, na Orla de Petrolina, foram retirados quase dois quilômetros de baronesas das margens do Rio São Francisco. Segundo a Agência Municipal de Meio Ambiente de Petrolina, a retirada dessa vegetação, já apresentou melhoras na oxigenação da água.

De acordo com o gerente de projetos da Agência Municipal do Meio Ambiente, Victor Flores, além do cenário mais bonito, a limpeza também está deixando o rio mais saudável. “A gente constatou a diferença depois de mais de 40 dias de trabalho e nós já obtivemos a mudança de 1.3 miligramas por litro de oxigênio para 8.1. Para a gente foi uma surpresa porque estava previsto no cronograma de atividades fazer a oxigenação da água para recuperar, mas o Velho Chico com sua pujança, mesmo com a redução do volume, nós tivemos essa mudança”.

As análises são feitas a partir da coleta da água feita pela equipe da Amma, em várias partes do rio. A água vai segue para o laboratório do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (If sertão-PE), onde a água passa por testes de pureza, turbidez, cor e nitratos. “Se pode ou não se banhar nas águas.
Se pode ou não consumir. Se pode ou não tratar aquela água. Todos esses usos da água na
natureza vão ser delimitados por essas análises e por esses valores que a gente encontra aqui
no laboratório”, ressalta o coordenador do Laboratório de Águas e Bebidas, Marcos Lima.

A vegetação aquática que se alimenta dos dejetos jogados na água. Por isso, o trabalho de limpeza ainda continua e as análises para verificação dos resultados do trabalho na área.

“Posso começar soltando 20 mil alevinos de uma espécie nativa em parceria com a Codevasf para que a gente possa estar repovoando, cuidando da fauna, da flora, para que a gente possa ter um equilíbrio aqui nesse trecho da orla do Rio São Francisco”, relata Victor Flores.

20 mil peixes são soltos no Rio São Francisco durante ação de peixamento simbólico em Petrolina, PE

Iniciativa faz parte de programa de ações de revitalização do rio. Ação ocorreu nesta segunda-feira (5), no Círculo Militar da cidade.



Alevinos da espécie 'piau verdadeiro' foram soltos durante a ação. (Foto: Jonas Santos / Prefeitura de Petrolina)

Em referência ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta segunda-feira (5), 20 mil peixes foram soltos durante ação de peixamento simbólico do Rio São Francisco, que ocorreu no Círculo Militar, localizado na Orla de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A iniciativa busca auxiliar no processo de revitalização do rio, através do povoamento, do repovoamento e da estocagem de alevinos, peixes recém-saídos do ovo.

Através do aumento do número de peixes, a ação pretende beneficiar o meio ambiente e também a economia local. Os peixes soltos durante a ação são provenientes da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), por meio do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Bebedouro.

Participaram do peixamento representantes da prefeitura de Petrolina, da Codevasf, do Exército Militar, do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão – PE), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), além de pescadores, barqueiros, ambientalistas, alunos de rede municipal e pessoas no local.

Os peixes soltos no rio durante a ação são da espécie 'piau verdadeiro', que é nativa do 'Velho Chico'. O superintendente regional da Codevasf, Aurivalter Cordeiro, ressaltou as vantagens do cultivo da espécie. "O piau é uma espécie de crescimento rápido, sobretudo nos seus doze primeiros meses, e pode ser criado para várias finalidades, como a produção de carne, a pesca esportiva e até a ornamentação", descreveu.

O peixamento simbólico faz parte do programa de ações do projeto de revitalização do Rio São Francisco, o 'Orla Nossa', realizado pela Prefeitura de Petrolina, através da Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA) e da parceria com o Governo do Estado e o IF Sertão – PE.

O projeto também envolve a retirada de baronesas (plantas aquáticas) das margens do Rio São Francisco e a identificação e fechamento de pontos de esgotos clandestinos. Segundo a prefeitura, já foram retiradas 1.400 toneladas de baronesas e 40 toneladas de sedimentos contaminados da margem do rio.

Durante o peixamento simbólico, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, destacou o papel da cidade no processo de revitalização do Rio São Francisco. “Petrolina mais uma vez é pioneira no cuidado ao rio, pioneira nas ideias, no trabalho. Daqui, vamos partir para muito mais resultados da preservação do meio ambiente, do rio e da caatinga”, disse.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

ORLA NOSSA: AÇÃO ELIMINA GRANDE FONTE DE ESGOTO DESPEJADO NO RIO SÃO FRANCISCO EM PETROLINA

Durante o processo de retirada das baronesas das margens do rio São Francisco, na Orla de Petrolina, equipes da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) descobriram um cenário assustador: uma grande quantidade de esgoto saia de um ponto da rede pluvial, que deveria levar apenas água da chuva até o rio. 


Desde a última segunda-feira (3), iniciou-se uma investigação a fim de saber a origem do problema. Após um trabalho minucioso, foi descoberto um dano na rede de esgoto na esquina das ruas João Cigano e Coronel José Rabelo Padilha, localizado no centro antigo da cidade. Dessa forma, em vez de seguir pela rede de coleta, todo o esgoto das imediações daquela região central tinha como destino o rio São Francisco. De acordo com o gerente de projetos da AMMA e responsável pelo projeto Orla Nossa, Victor Flores, esse tipo de situação ocasiona prejuízos significativos ao Velho Chico. “Uma carga muito grande de esgoto leva nutrientes como nitrato e fósforo, além de gordura, que é muito difícil de tratar, diminuindo a quantidade de oxigênio na água e favorece a reprodução das baronesas, o que causa sérios impactos na flora e na fauna local”, destaca. 



Para eliminar a grande quantidade de esgoto, imediatamente, a Secretaria de Infraestrutura, Habitação e Mobilidade (SEINFRAHM) foi acionada e, através da Diretoria de Saneamento, mobilizou a Compesa a fim de realizar uma intervenção no local. O trabalho, que vai resolver o problema em definitivo, começou na última quarta-feira (5) e terminou ontem (6). Esta é apenas a primeira ação de eliminação de esgotos despejados no rio São Francisco. O trabalho é contínuo e será realizado em parceria entre a AMMA, a Diretoria de Saneamento da SEINFRAHM e a Compesa, como explica o Diretor de Saneamento, Igor Falcão. 


“Petrolina é uma cidade reconhecida internacionalmente por suas inúmeras potencialidades, mas uma fama que não queremos ter é de poluidores do rio São Francisco. Por isso, somente com esse trabalho conjunto, é que vamos poder, finalmente, dar o tratamento que o nosso Velho Chico merece”, projeta Falcão.

ORLA NOSSA

Com a proposta de revitalizar e preservar o ecossistema do rio São Francisco, a Prefeitura de Petrolina criou o projeto Orla Nossa. As ações, que começaram no dia 20 de março, consistem na remoção de 3.500 toneladas de baronesas e resíduos do rio, além da oxigenação da água e eliminação dos pontos de despejo de esgoto no São Francisco. O programa é resultado da parceria entre a AMMA, SEINFRAHM, Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (SEDURBS) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE).

sábado, 25 de março de 2017

EM PETROLINA, RETIRADA DAS BARONESAS DO SÃO FRANCISCO DEVE DURAR 60 DIAS

Expectativa é que sejam retiradas mais de 3.500 toneladas de baronesas. Próxima etapa é de tratamento biológico do rio.

As baronesas que se espalham há anos pelo Rio São Francisco em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, estão sendo retiradas. A ação operacional, que começou no início desta semana, deve durar cerca de 60 dias. Após este período será iniciado o tratamento biológico.

O trabalho faz parte de um Projeto Orla Nossa, realizado pela Prefeitura do município em parceria com o Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE). A expectativa é que sejam retiradas mais de 3.500 toneladas de baronesas ao longo de 4 km de extensão do rio.

Porém um dos grandes problemas que fazem estas plantas aquáticas se reproduzirem com facilidade nesta margem é o despejo do esgoto in natura. Mas de acordo com o gerente de projetos da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), Victor Flores, os pontos de esgoto clandestinos que despejam a água suja no rio estão sendo identificados para que sejam tampados.

“A gente começou o diálogo com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) para poder resolver este problema o mais rápido possível. São ligações clandestinas que eles já estão ciente dos pontos que têm que ser tamponados para quando a gente identificar de onde vem isso aí estar solucionando o mais rápido possível”, declarou Victor Flores.

Além das máquinas, em alguns pontos do rio, as plantas estão sendo puxadas com o auxílio de boias e cabos. Isso, segundo o gerente de projetos da AMMA, diminui os impactos no São Francisco.

A presença das baronesas já era uma reclamação antiga, não apenas dos moradores, mas dos barqueiros também. “Quando nós vamos sair do porto de Petrolina, se estas baronesas pegam no eixo da hélice, ela enrola e atrapalha a nossa manobra. Com esta limpeza vai melhorar e muito pra gente”, disse o presidente da Associação da Travessia das Barquinha (ATB), Luiz Raimundo Pereira.

Segundo a prefeitura, a retirada das baronesas deve ser concluída em dois meses. A próxima etapa, que é justamente esse trabalho de oxigenação da água do rio, vai ser feita em parceria com a Compesa, mas o cronograma de atividades está em fase elaboração e, por isso, ainda não tem data pra começar.